A Bronnie Ware é uma escritora e oradora que foi enfermeira de cuidados paliativos, ou seja, de pacientes que sofrem de doença incurável, em fase terminal ou em estágio avançado, que visa oferecer dignidade e diminuir o seu sofrimento.
Durante os anos em que trabalhou prestou assistência e acompanhou dezenas de pessoas nos seus últimos momentos.
Nessa viagem deparou-se com arrependimentos e remorsos comuns a todas os seus pacientes e que cuja constatação nos pode oferecer um olhar introspectivo para a forma como levamos a nossa vida, oferecendo a possibilidade de aprender com os erros ou aquilo que as pessoas concluiram ser as escolhas erradas que as afastaram de uma existência mais feliz e plena, que se traduziria num final sem esses mesmos arrependimentos.
Um dia também teremos o nosso fim, e seria bom não carregarmos esses mesmos remorsos na parte final da nossa viagem, se o podermos evitar.
Um dia também teremos o nosso fim, e seria bom não carregarmos esses mesmos remorsos na parte final da nossa viagem, se o podermos evitar.
O resto do texto é uma tradução das suas palavras.
As pessoas crescem ou ganham outra maturidade quando são confrontadas com a sua própria mortalidade. Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade própria de uma pessoa encetar esse crescimento pessoal.
Algumas mudanças são fenomenais.
Cada um experiência uma variedade de emoções, tal como esperado, desde negação, medo, raiva, remorso, mais negação e eventualmente aceitação.
Algumas mudanças são fenomenais.
Cada um experiência uma variedade de emoções, tal como esperado, desde negação, medo, raiva, remorso, mais negação e eventualmente aceitação.
No entanto cada paciente encontrou a sua paz antes de partir, cada um deles sem excepção.
Quando questionados sobre possíveis remorsos que tinham ou algo que teriam feito de forma diferente, temas comuns emergiram com recorrência.
Deixo aqui os 5 mais comuns:
Deixo aqui os 5 mais comuns:
''Eu desejava ter tido a coragem de viver a vida, verdadeiro para comigo mesmo, e não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.''
Este é o remorso mais comum de todos.
Quando as pessoas se apercebem de que a sua vida está quase no fim e olham para trás com claridade, torna-se fácil ver quantos sonhos ficaram por se concretizar.
A maior parte das pessoas não tinha honrado metade dos seus sonhos e teria que morrer sabendo que tal se deveu a escolhas que tinham feito, ou que não tinham feito.
É muito importante tentar honrar pelo menos alguns dos nossos sonhos ao longo do caminho pois a partir do momento em que perdemos a nossa saúde torna-se tarde demais.
A saúde traz uma liberdade de que poucos se apercebem, até ao momento em que a deixamos de ter.
''Eu desejava não ter dedicado tanto tempo ao trabalho.''
Isto foi expressado por todos os pacientes masculinos que cuidei.
Eles estiveram ausentes durante a juventude dos seus filhos e da companhia da sua parceira.
As mulheres também expressavam este remorso, mas como a maior parte pertencia a uma geração mais antiga, muitas tinham sido domésticas não perseguindo carreira profissional.
Todos os homens de quem cuidei arrependeram-se profundamente de terem passado grande parte da sua vida a trabalhar.
Simplificando o nosso estilo de vida e fazendo escolhas conscientes ao longo do nosso caminho, é possível prescindir do nível de rendimento que julgamos necessário para viver uma vida confortável.
Criando mais espaço na nossa vida tornamo-nos mais felizes e abertos a novas oportunidades, mais adequadas ao nosso novo estilo de vida.
''Eu desejava ter tido a coragem para expressar os meus sentimentos.''
Muitas pessoas reprimiram os seus sentimentos de forma a não criar distúrbios ou incómodos.
Como resultado, conformaram-se com uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles eram genuinamente capazes de se tornar.
Muitos desenvolveram doenças relacionadas com a amargura e ressentimento que carregaram.
Não podemos controlar as reacções dos outros, no entanto, apesar das pessoas inicialmente reagirem mal quando passamos a adoptar uma postura mais franca e honesta, acabamos no final por elevar as nossas relações para um novo nível mais saudável.
Ou isso, ou eliminamos relações menos positivas da nossa vida, mas seja como for, ficamos a ganhar.
'' Eu desejava ter mantido contacto com os meus amigos.''
Frequentemente não se apercebiam dos benefícios que as velhas amizades nos trazem até às suas últimas semanas de vida, onde muitas vezes já não era possível descobrir ou encontrar as pessoas por quem nutríamos amizade.
Muitos tinham sido tão apanhados nas suas próprias vidas que tinham deixado grandes amizades perderem-se ao longo dos anos.
Havia arrependimentos profundos por não terem cultivado nem dedicado tempo às amizades que o mereciam.
Todos sentimos falta dos nossos amigos quando estamos a morrer.
É comum num estilo de vida atarefado que levamos deixar uma amizade ''escapar'', mas quando nos deparamos com o final da nossa vida os detalhes materiais deixam de ser significativos.
As pessoas querem resolver os seus assuntos financeiros, não por ainda se importarem com dinheiro ou estatuto, mas sim para benefício daqueles que amam.
Muitas vezes chegam a estar tão doentes e desgastados nas últimas semanas que nem estes assuntos conseguem resolver.
No final tudo o que importa é o amor e as relações.
No final tudo o que importa é o amor e as relações.
Tudo o que resta nas últimas semanas é o amor e as relações.
''Eu desejava ter-me permitido ser mais feliz.''
Este é um desejo surpreendentemente comum.
Muitos só se aperceberam no final de que a felicidade é uma escolha.
Ficaram presos nos velhos padrões e hábitos.
O chamado conforto da familiaridade transbordou nas suas emoções e nas suas vidas físicas. O medo da mudança fez-los fingir (para eles mesmos e para os outros) que estavam contentados, quando bem dentro deles mesmos ansiavam por rir, brincar e levar a vida de uma forma mais descontraída.
Quando estamos no nosso leito de morte torna-se relativo e perde importância o que os outros pensam de nós.
Como é maravilhoso sermos capazes de nos soltar e sorrir de novo, bem antes de chegarmos ao fim das nossas vidas.
A vida é uma escolha, é a tua vida, escolhe conscientemente, sabiamente, honestamente.
Escolhe a felicidade.
